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o sabor da vida

me diga apenas um troço
será que de fato eu posso
chamar você de meu amor?
     e ela me disse que sim
     e aquilo foi tudo pra mim
     foi como da vida o sabor

e aí perguntei novamente:
será que você simplesmente
jamais vai querer me deixar?
     e ela respondeu com recato
     que isso era um desacato
     que eu nem devia perguntar

e aí fiquei meio sem graça,
mas não me livrei da ameaça:
e se eu for por demais ciumento?
     e ela falou que aturava
     que tudo o que eu fosse, deixava
     que eu era o seu complemento

e se eu amanhã, desastrado,
vier te olhando de lado,
fingindo que não te amo mais?
     “verás que eu vou te entender
     sem ti eu não sei mais viver,
     sem ti eu não morro em paz”.

e aí eu não disse mais nada,
parei no meio da calçada
e o beijo espantou todo mundo
     e a belalu nos olhava
     sorria e o sorvete molhava
     seus lábios de alegria!


Maricá, 27/08/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 27/08/2006
Reeditado em 27/09/2006
Código do texto: T226822

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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