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Poema 0800 - Paz infinita




Disseram-me que o infinito é tão longe,
sei que posso alcançar com a mão,
diz, que a paz está nas entrelinhas dos acordos
e não nas palavras, nos gestos, no caráter.


Tenho duvida do silêncio quando ouço ameaças,
quando bombas caem sobre inocentes,
as desculpas gritam palavras vazias,
a razão vem e não prova se a razão é verdade.


O céu está tão distante quanto seu corpo,
o deus, não tão longe que impregna o cheiro de incenso,
a calma voa alto quando falta amor,
assim como estradas para quem não tem norte.


Desespero quando o sol não vem à tarde,
quando a noite amanhece sem sorrir,
choro quando não tem alimento
ou então quando grito não respondem, e espero.


Faço asas e não alcanço nenhum espaço,
as guerras chegam mais perto e trabalham,
tentam novas armas, novos gritos são ouvidos,
o céu cintila uma luz, não de lua, de gazes atômicos.


Contam-me de amor em linhas poéticas, lindas,
frases que famosos e imbecis guerreiros deixaram,
jornadas que não tinham propósitos,
fim pelo fim, apenas para mostrar força.


Dizem que o infinito é tão longe, passou,
posso sorrir, depois, hoje tenho lágrima,
a paz hoje é só uma criança desorientada,
sem palavra, o caráter caminha sem o homem.


30/08/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 30/08/2006
Código do texto: T228946
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas