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Poema 0803 - Não ser eterno




Não sei o que é eterno, jamais saberei,
não quero petrificar os sentimentos
e nem ser para sempre,
deixo a força da natureza me levar até o razoável.


Façam a música dos dias tocar mais forte, mais alto,
que a realidade bata de cara comigo
e o tempo que corra ladeiras acima,
espero sentado em meus anos fazendo escolhas.


Ditem as regras para uma eternidade qualquer,
não falem de nomes, não o meu ao menos,
tenho minha vida colada ao hoje
e a noção que um dia distante vou morrer, um dia.


Não me perguntem o que desejo agora,
ofereça o desconhecido, o conhecido continua meu,
sei como lidar com meus ouvidos,
escutar ou não, seguir ou não, é uma opção.


Não me dêem conselhos quando me virem chorar,
sorria e continue seu caminho,
lembrarei se passou à mão sobre minha cabeça
ou disse a verdade quando mais precisei dela.


É fácil beijar e sorrir, mas e a sinceridade?
Difícil é saber aceitar a derrota, os problemas,
não ser feliz ou não se sentir feliz,
até que ocupem seu coração e o preencha de amor.


Fecha a janela dos quatro cantos da sua vida,
o vento vem dos quatro lados da mentira,
olhe o espelho e admira seu melhor angulo,
não vai ver nada além que um corpo que conhece.


Quando disser adeus, nem assim meus dias serão eternos,
eu vou estar longe, minha carne não vai existir,
repartirão ao meio as verdades ou mentiras,
tudo vai ser ao meio, até depois da eternidade.


01/09/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 01/09/2006
Código do texto: T230192
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas