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Jeux Interdits (elegia amorosa)

(para Clarice Assalim)

Com os olhos da noite rasos
a penetrarem a clareira
de compartilhadas dúvidas,
como rostos quase-velados,
olhares quase-equívocos,
furtivamente a roubar-te
quiçá enganosos enlaces,
quiçá efêmeros suspiros,

"quiçabe" ao ler-te
belas e antigas crônicas
de afáveis rainhas quase-esquecidas,
e em nobres lágrimas vertidas
quase-revelar-te rubor e espanto
por nostalgias por demais represadas -
numa quase-vulnerável e tênue,
plangente ferida -

"qui sabe" com a verdade quase-revelada
na identidade de nossos sorrisos,
finalmente te seja a maior elegia,
que esta trama quase-magicamente tecida
me permite, dizer-te,
na ambigüidade de cada compleição sentida,
que quase-nos-afasta,
ou quase-nos-aproxima:

que mais que ousadamente, e
mais que quase-sem-querer,
como num jogo de secretos interditos
ou internos "jogos de anteparos" quase-não-ditos,
em tons azuláceos te brinde:
que em meus olhos
você é a própria beleza do mundo
que tão admiravelmente procura...

ErlKoenigKunstler
Enviado por ErlKoenigKunstler em 03/09/2006
Reeditado em 02/01/2009
Código do texto: T231447

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Sobre o autor
ErlKoenigKunstler
Santo André - São Paulo - Brasil
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