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L'Amour Sauvage

Quando virei uma estátua de pedra
e minhas lágrimas enregeladas
caíram como continentes submergidos,
apenas te insinuei que te amava
para partir relutante a outros mundos esquecidos.


Quando sufoquei minhas poesias
e me recurvei buscando o frescor das tuas pegadas
encontrando ao léu sinais de arroubos espargidos,
apenas te sugeri que te amava
para cumprir renitente velhos destinos foragidos.


Quando encontrei sua amada letra na minha
e vi que com favos de mel as canções perdidas
já estavam escritas em nossos sonhos escondidos,
apenas te revelei que te amava
para que os falsos sopros do meu coração fossem banidos.


E quando parecia que em brindes o amor principiava
e via catedrais indescritíveis em teu sorriso encantadas,
nossos zelos imemoriais medraram como laços rompidos,
e eu apenas fingi negar que ainda te amava
para que teus olhos sofridos jamais morressem
sob a tormenta dos meus gemidos...


                                             
ErlKoenigKunstler
Enviado por ErlKoenigKunstler em 07/09/2006
Reeditado em 15/01/2008
Código do texto: T234546

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Sobre o autor
ErlKoenigKunstler
Santo André - São Paulo - Brasil
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