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Texto

Outra canção do exílio
(I
nspirada na poesia "Nova canção do exílio" de Ferreira Gullar)

Meu amado tem palmeiras
onde eu faço o meu ninho,

Se me deito em seu colo,
vem encher-me de carinho.

Quando a ele me achego,
no seu corpo em desalinho,
se me abraso nesse fogo,
sou um livre passarinho.

Meu amado tem palmeiras,
onde entoo o meu cantar,

Sou qual ave de rapina
do seu corpo a se alimentar.

Permaneço perto dele
com Deus a abençoar,
pois se fico sem seu cheiro,
ah, que saudade me dá!

Só meu amado tem palmeiras
onde eu posso me aninhar.

E assim quero viver,
eternamente a cantar,
ao lado do meu amado,
com seu amor a me abrasar.
Só meu amado tem palmeiras,
onde eu serei seu sabiá.



Outras versões para a canção do exílio de Gonçalves Dias: Canção do exílio facilitada (José Paulo Paes);Uma canção (Mário Quintana); Canto de regresso à pátria (Oswald de Andrade); Canção do exílio (Murilo Mendes);Nova canção do exílio (Carlos Drummond de Andrade); Canção do exílio às avessas (Jô Soares); Canção do exílio mais recente(Affonso Romano Sant'anna); Canção do exílio (Casimiro de Abreu); Nova canção do exílio (Ferreira Gullar). E acrescentando a paródia do poeta Jerson Brito "canção do etílico", vale a pena apreciar o humor desse poeta Recantista.
Márcia Kaline Paula de Azevedo
Enviado por Márcia Kaline Paula de Azevedo em 28/06/2010
Reeditado em 04/07/2011
Código do texto: T2346214
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Sobre a autora
Márcia Kaline Paula de Azevedo
Mossoró - Rio Grande do Norte - Brasil, 41 anos
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