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REPENTE DE


Basta um esbarrão, um 'me desculpe',
um 'foi sem querer',
dois olhares sobre a superfície do nada,
nada em volta, nem no topo,
nem no pé da escada,
um sorriso-bebê, abrindo os lábios,
começando a nascer,
uma infinita paisagem,
uma longa viagem
basta um  fiapo de energia,
uma luz de meio-dia,
está feito o repente,
repentinamente contente
o coração dispara,
escapa da amarra,
se lança, flutua,
alcança o ponto expresso do amor concreto,
estica o braço, alcança a lua,
desenha um risco, um grafite,
um nome, como uma pua
a grossa parede da solidão fura,
espia, enxerga, envia
uma lasca de maçã,
salta como uma rã,
de repente um pente com papel é música,
de repente, nu, se livra da túnica,
ei-lo livre, repleto, tudo,
o amor é voz, o amor é mudo.


Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 08/09/2006
Código do texto: T235728

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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