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PANTERA


Jabuticaba, porque água me dás na boca?
E o sal de oliva me lambuza  dentro da pele,
não há bem que se oculte,
não há mal que não se revele,
jabuticaba, o amor, onde começa, onde acaba?

Negra negra e mais negra e negra tanto que me espanto
por tanto brilho de azeitona madura,
em meu coração-cabide penduras
dentes de leões-marinhos,
em meus lábios úmidos bebes
o meu melhor vinho,
eu que vinha pela estrada
apenas pensando na vida...

Azeviche África em sonora gargalhada de carne,
tempo-diamante cosendo rumor e vento,
fresco riacho de noite escorrida,
me tens pelo bem,
te tenho pela vida,
te faço a fresta onde por mim saltas
ao abismo do amor pleno,
sinto tuas garras vasculhando meu coração
como um riacho de gozoso veneno.

Pantera, pantera, pantera,
ondes estás, onde me esperas?








Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 11/09/2006
Código do texto: T237710

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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