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Poema 0813 – Filha-mãe


 

 

Filha-mãe, alento nas palavras,

nunca ásperas, nunca o silêncio,

nasceu bem depois e trouxe amor,

volta os dias, as noites, todas as atenções,

em teus braços frágeis, dá abrigo.

 

 

 

Filha-mãe, amor que protege o amor,

que fica ao redor sem apertar,

aperta sem sufocar,

desperta a fome de vida, sacia a saudade,

ama sem preconceito e se entrega.

 

 

 

Filha-mãe, amor sem medidas, sem mentiras,

corpo franzino e esguio,

tão pequena e tão forte, não como um deus qualquer,

uma lua que surgiu no meio do meu céu,

o cuidado com alma de anjo e rosto de filha.

 

 

 

Filha-mãe, quantas vezes fui somente pai,

hoje me vejo noutro lado do coração,

recebo amor, não o que dei, infinitamente diferente,

sem medos, sem cobranças, sem censuras,

 como não acreditar e aceitar o amor de filha-mãe.

 

 

 

15/09/2006

 

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 15/09/2006
Código do texto: T240936
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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