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Mil poemas não valem um quarto do teu beijo

Agora Elen acorda num mundo que não conhecia
Um mundo de palavras cuja familiaridade já se dava
Mas, agora, elas ela se referem, e como lhe são transmitidas?
Dum modo antigo, poesia, dum modo renovador, amor.

Então a elen parecia meio louca para mim
Ela não se achava a mais bela entre as flores daquele jardim
Oh, menino, a Elen nem é uma flor, é mulher, moço
Então, lhe digo que é a mesma coisa,só rimam diferentemente.

Então a Elen disse que me gostava, achei-a de novo enlouquecida!
Como o amor é pedra  que o tempo trabalha e lapida!
Como nossa visão do mundo, que nunca é no outro dia repetida
A Elen quis me mostrar o que é a liberdade, eu disse que a amava.

Mas, vejam só, creio que o amor seja a necessária liberdade!
Mesmo que as águas dele eu me prenda, num aquário: A cidade
Mas e se nem nesse aquário eu possa virar meu corpo? Oh!
Quero, meu amor, te namorar, rosto no rosto, entre as palmeiras.

Cai a tarde e ainda tenho você a me fitar, veja, as sombras das palmeiras
Onde será que elas foram parar? E nossos compromissos inadiáveis?!
E nossa obrigação de trabalhar?! Olha, amor, já se foram os cantos das aves
E a brisa mudou de direção, leva os ares da terra para o mar, meu corpo a teu coração.

Eu precisava mesmo dizer tudo ali, não sei se gostou, mas você, vítima do amor,
Compreendeu-me, isto tudo é sonho, nada disso aconteceu, a lua é do mundo real
E mesmo assim me convenci a assistir impressionado o espetáculo do luar
Do teu lado, lado do teu corpo, dos teus pensamentos, a realidade a se mostrar?

Dentre todas as palmeiras que nos assistiram, amor, não reconheci
Nenhuma nas minhas andanças pela orla. Aquele lugar que me parecia tão bonito
Contigo tudo é divino, talvez uma qualidade do que é irreal?
Eu passei ali por tantas vezes, as vezes te via comigo, as vezes eu respirava sozinho...

Ouvi as batidas do meu coração, abotoei um dos botões da minha roupa, quis chorar
Meu amor, por que você nunca está! Talvez a culpa seja do menino sonhador
Que um dia, embevecido, arrumou como desculpa o amor,
Para todas as coisas viver, menino que contigo e por ti, aprendeu a chorar.

Então Elen, diante de todo o sentimento que tive a me apaixonar
Usei as palavras, as palavras, e as linhas para te amar
Deixei meus poemas falarem por mim o que não tenho coragem de dizer
Meu amor, a realidade é cruel: Mil poemas não valem um quarto do teu beijo.
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 16/09/2006
Código do texto: T241782

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
912 textos (98483 leituras)
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Andrié Silva