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O tempo de ser amada

Já foi o tempo que o amor aguardava
Carícias da pessoa amada
Na lembrança, no oceano entre as vagas
Geme o vento em tristes farfalhadas.

O céu cinzento se contorce
Em lágrimas, se esparrama
Sinto teu corpo grudento
Suado, beijando o meu na cama.

Teus lábios sedentos em mim
Se aproximam enlouquecidos
Desejos, amor sem fim.
Profundamente contidos,
Recalcados, reprimidos.

Já vai o tempo que eu ensaiava
Carícias enternecidas
Para ti me guardava
Ser teu oceano nas horas vagas
Onde geme o vento em fortes lufadas.

Os lábios tão vazios, sofridos
Loucos segurando os gemidos
Que não mais poderão gritar
São segredos escondidos
Que não podes penetrar.

O corpo rola ciumento
Querendo ao teu se encaixar
Triste dolorido sentimento
Em teu rosto vi chegar
Será o fim, rompimento?

Os lábios murchos confusos
Gemem baixinho
Ensaiam loucos murmúrios
Saudades de teus carinhos
Tímidos, em volta do ninho.

Já vai o tempo que eu ansiava,
No corpo toalha molhada
Cabelos revoltos,
Nua na cama deitada
Esperando por ti, ser tocada, amada.


Aradia Rhianon
Enviado por Aradia Rhianon em 19/09/2006
Código do texto: T243880

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Sobre a autora
Aradia Rhianon
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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