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Abstinência

Pude eu, minha flor, ficar sem o teu cheiro
Resisti eu, meu amor, a conviver com o medo
A minha alma que é feita da tua cor, Pétala
E a minha pele, do teu ardor, minha dádiva

Quando todos as poucas janelas se fecham
E o amor é a tua voz que vem em feixe de luz
O ar se torna tão rude; o céu sem os lápis azuis
Cuja imagem nem se pode ver agora, abafam

Eu perdi por tempo infinito o prazer tua voz
É como estar no paraíso perdido, Cego!
Como a luz que não se vê, doce sina atroz!
A de viver sem viver! Abdico, replico, nego.

Qual é a vontade que se deve ter nesta situação?
A de poder beijar um sonho e não viver a vida
É como não ter mundo e ter a alma renascida
É como ter e não ter controle sobre o coração.
Andrié Silva
Enviado por Andrié Silva em 21/09/2006
Código do texto: T245434

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Sobre o autor
Andrié Silva
Salvador - Bahia - Brasil, 27 anos
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Andrié Silva