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Vigília

O que sucedeu, o que se deu, o que cedeu em mim?
Fiquei insuficiente, meu corpo não me basta!
Sozinho não respiro o ar que necessito.
O ar te envolve, se te ausentas, me sufoco...
A arte volve se respiro teu sorriso
como quem sorve a luz pra se alumbrar.

Ah, lâmina lânguida da manhã que me transpassa,
a aurora cega o tédio se o azul desperta só.
Nessa hora eu só enxergo se os teus olhos me iluminam
pois sem ti tateio o tempo pra chegar ao pôr-do-sol.

Farta mágoa, falta água se me faltas
numa sede insaciável de beber o céu a beijos
ou na fome do desejo de sentir o sal da pele
quando a noite perde o sono em vigília por amor.

Eu não posso ser mais eu se não for o que tu és.
Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 23/09/2006
Código do texto: T246983

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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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Vaine Darde