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A VIDA ME CONDUZIU PELA MÃO

A vida me conduziu pela mão
até a tua presença
e me olhaste com atenção,
como quem olha um menino
franzino,
que nada sabe do tempo.

Entramos no lago,
cruzamos até a outra margem.
Estendemos um lençol
sobre a grama,
comemos o branco pão
de um dia de paz.

A vida me ungiu
com a graça de tua presença.

(Há pessoas tristes no mundo,
porque não tiveram a sorte
de pegar na mão da vida
e se deixarem levar.
Para onde vai o pai
que deixa o filho conduzir
a caminhada?
Há momentos, sim,
que o pai se deixa levar,
mas, na hora de voltar para casa,
é ele quem conduz.
Não se pode soltar a mão da vida,
quando não se sabe aonde ir.
Há uns que soltaram
e são tristes.)

Sou feliz, pois me deixei conduzir.
Tive mansidão na busca do amor.
Deixei peito e olhos abertos,
não me precipitei,
deixei
o amor aparecer calmamente
na janela do meu quarto.

A vida me conduziu pela mão
e, confesso, tive medo
de não chegar a lugar nenhum.
Mansidão e calma me foram dadas
e pude te encontrar.

Em ti, esse diamante
chamado amor verdadeiro.

(Para minha esposa.)
Francisco C
Enviado por Francisco C em 27/09/2006
Reeditado em 22/05/2007
Código do texto: T250499

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Sobre o autor
Francisco C
Porto Velho - Rondônia - Brasil, 48 anos
363 textos (25684 leituras)
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