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Poema 0830 - O sorriso da lágrima


 
Hoje amanheci com os olhos secos, me preocupei,

não sei viver sem demonstrar minhas emoções,

sem aquele jeito de lembrar e franzir a testa,

recordar de alguém, de um motivo e emocionar.

 

 

Nem sempre enxergamos nossa alma,

ainda mais a do outro, a de quem amamos,

aí vem a saudade, aquela dor invisível,

o desejo de pegar, tocar, e nada...





Voltei a chorar noite passada,

não, não me envergonho,

eram lágrimas de verdade,

bem salgadas, fortes, escorriam ligeiro.

 

 

Deixo que elas falem por mim, se expressem,

guardo os sentimentos aqui dentro,

eles se concentram e de repente explodem,

proft... lágrimas e mais lágrimas.



 

Saudade, desejo, gozo, felicidade, dor,

esta maldita dor que não tem corpo,

não tem parada, não tem sentido, então choro;

e lá vem ela, a lágrima sorrindo a me consolar.

 

 

Às vezes, meus olhos são de felicidade,

é riso de amor, de carinho; ora, a falta,

pareço confuso, mas gosto delas, as lágrimas,

limpam minha alma ou a desinfeta, fica novinha.

 

 

Sempre, em todos e todos os dias, as lágrimas sorriem,

visíveis ou não, para um mundo, um amor, um carinho,

inevitáveis às dores, elas vêm e aliviam um pedaço,

sorridentes ou não, minhas emoções têm lágrimas.

 

 

28/09/2006

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 28/09/2006
Reeditado em 28/09/2006
Código do texto: T251428
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas