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indubitavelmente linda

é cedo ainda
remela nos olhos
ela se espreguiça
estou em Abrolhos
pareço cortiça
a caminho do Rio
me penitencio
ao vê-la descalça
vestido sem alça
nos ombros as curvas
são ondas que, turvas,
me aniquilam o momento
do meu pensamento
me jogam pra fora
do arquipélago
mergulho de novo
pra dentro do lago
do sofrimento
do qual não devia
ter emergido
barco atingido
procura o fundo
onde só quer
se reconciliar

mas ela se mexe
as pernas são longas
me olha de lado
com o rabo dos olhos
estou em Abrolhos
me penitencio
as costas são planas
me dão arrepio
ao ver que escoram
cabelos de fios
compridos e negros
suaves, macios
marcando a cintura
uma formosura
aquela cortina
que adorna a parede
(me dá uma sede)
em sutil translação
beleza incessante
que cedo me ensina
por onde inicio
a exaltação


Rio, 27/07/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 28/09/2006
Reeditado em 28/09/2006
Código do texto: T251640

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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