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meu ar

tem um ponto do prazer
do qual não posso me acercar
é o que me faz sofrer
e talvez desintegrar

é a hora em que você
se aproxima pra falar
que não vai saber viver
se ao seu lado eu não ficar

se eu jamais puder manter
meu nariz aonde está
percorrendo o seu buquê
que não cansa de cheirar

se eu jamais puder manter
minha língua aonde está
lambendo o que escorrer
pela fenda ao se alargar

se eu jamais puder dizer
da amargura que me dá
ao não ter do que esquecer
se você não me lembrar

o que me consome é ver
que você é como o ar
que respiro pra morrer
por querer tanto inalar

mas o que falta é saber
como vou me suportar
se a sua ausência acontecer
antes de eu me ausentar


Rio, 15/09/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 29/09/2006
Código do texto: T251908

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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