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Meu mar, meu barco, meu cais, minha vida

Teu é o mistério do meu barco

que chega num pedaço longínquo do cais

para recolher de ti, um olhar

e logo enfunar velas, soltar as amarras

e ganhar o mar, enlouquecido...

como quem busca um destino,

como quem não acredita na espera

e apenas prossegue para longe e nunca,

onde as águas não me conhecem

e eu sou apenas um navegante anônimo...

Oh! Cais amado e antigo do teu olhar,

onde me abrigo e aninho

e me recolho qual viking ferido

por tantos navegares distantes

nas águas claras como em teus olhos,

porém sem o sal da tua presença!

És a mulher e a fêmea da minha vida,

com teu corpo de sargaço

e tua alma de ninfa

a me chamar para a carne e o sonho

para a magia e os mistérios do amor.

Tua voz é o sussurro do vento leve

a me conduzir para adiante

e nessa movência à distância

sinto em teu corpo a fibra do meu;

da mesma matéria de que somos feitos,

que quanto mais se salga pelo tempo,

tanto mais intacta se preserva

em nosso ir de barcos e almas,

navegado à muitas paixões e amares

e agora se recolhem num só:

aportar e ficarmos juntos.
RRenee
Enviado por RRenee em 30/09/2006
Reeditado em 30/09/2006
Código do texto: T253053
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Sobre o autor
RRenee
Argentina
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