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quando o amor aparece

o amor sucumbe
mas não morre
ele permanece

nas roupas de quem
desaparece
nas vidraças que acolhem
os pingos da chuva
na saúva que morde
e a pele adoece

nos trabalhos que foram escritos
no choro escondido na prece
nas noites febris, nos agitos
no sono que não adormece
nos ritos e ditos malditos
que nunca que a gente esquece

na mesa ao café da manhã
o amor de repente aparece
dizendo, “vai ver, meu patrão,
você não tem o que merece”


Rio, 11/09/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 30/09/2006
Código do texto: T253100

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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