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Quando Chego Tarde

Cara amarrada, é de madrugada
E ela me diz que eu não sirvo pra nada.
Que eu não chego cedo, que ela é um brinquedo,
Que isso tem de acabar.

Traz meu pijama e senta na cama,
Me diz que é infeliz porque ainda me ama.
Diz que eu não presto, se exalta e o resto
É pesado demais pra falar.

Sozinho faço a refeição
Enquanto ela passa o blusão
E guarda meu cinto. Parece que minto,
Mas sem ela não passo, não.

E não se cansa, é manhosa a criança,
Me diz que eu só sei é encher minha pança.
Quer que eu reclame ou, quem sabe, a chame.
Às vezes eu quero é rir.

Faço piada. Ela, então, mais zangada,
Me diz que sou frouxo e que não sou de nada.
Então eu me invoco, a agarro e sufoco
Num beijo e vamos dormir.


Rio, dezembro de 1976
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 30/09/2006
Código do texto: T253102

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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