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Manabu Mabe,
verde (abstrato).



ASSIM VERDE


   Porque te vejo negro!
 pálido, obscuro,
 porque maldito e impuro,
 verde sangue,
na alma te pintei de azul!
Verde rosto, verde feno,
verde tinto, amarelo veneno,
cálice de sombras,
te pintei o pó!
Assim mortífero, assim nú,
verde-ébano, verde- crú,
no inferno de Dante,
entre os meus arfantes seios,
de verde-leite,  lírio e azeite,
de alma-verde,te amamentei ó Jó!
Ah...impudico verde de cinza errante,
que ainda respinga com essa luz vazante,
reflexos fugidios desse azul alado.
Mariposas dançam, negro é o telhado,
a noite é sempre verde, de azul molhado,
refletindo em gotas este negro prisma,
este insólito verde, que do azul  do céu não cisma.
Verde-sol, verde-morte, 
verde barro,
porque te vejo negro,
na alma
te  pintei de azul!

(D.A.reservados)
 
Lilian Reinhardt
Enviado por Lilian Reinhardt em 03/10/2006
Reeditado em 01/03/2010
Código do texto: T255607

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Sobre a autora
Lilian Reinhardt
Curitiba - Paraná - Brasil
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