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AMOR DESMEDIDO


Ah...o quanto grande já fui,
alto como um prédio abarrotado de tédio,
imenso como ponte que nunca se acaba,
cachoeira desmedida que se fosse lançada
cobriria boa parte da terra devastada...

Fui,
do ouro o brilho,
do titânio o perigo,
do tigre os dentes,
da pantera o olhar...

Fui,
da fome o trigo,
do perdão o castigo,
no são o demente,
o aquário do mar...

Ah...basta um encontro para acabar de pronto
com desmesuras, altitudes, alturas,
desvarios, chiliques, rios
de delirantes marés,
basta um olhar que já vem desmontando
qualquer engenho que seja humano
e bem maior que todo pensamento,
desmonta a biga e reconstrói sem dor,
como escultora esculpe o delicado amor
que nos protege de toda insanidade
que porventura aflige a humanidade,
e nos devolve lá a quem nós somos,
humanos, belos, antigos cromossomos,
e tudo isso vem numa mulher,
que mais que desejo e fome de pele,
o meu amor é o que ela quer
e o seu amor eu também o revele.

Quantas léguas perdi no caminho,
quantas centímetros de pura ilusão,
apenas para absorver carinho
sem medida no meu coração.




























Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 05/10/2006
Código do texto: T256913

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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