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QUALQUER PESSOA!


Qualquer pessoa perceberia,
A quantidade de amor que existe no tom da minha voz!

Qualquer pessoa perceberia,
O jeito do meu falar rápido, trôpego,
A voz trêmula, enraivecida, contida,
E os choros presos, acuados, perdidos!

Qualquer amor,
Por mais insano que seja, entenderia
a intensidade dos meus sentimentos,
Acreditaria na veracidade das minhas palavras!

Qualquer amor,
Por mais cego que fosse, enxergaria
as verdades na voz terna, serena,
E no desespero de um homem confuso,
Sofrido, atormentado, sem rumo,

E que, de tanto ter o peito apertado,
Explode e tropeça em suas palavras,
Agarra-se nas rimas de seus próprios versos,
E cai no abismo de um poço sem fim!

Qualquer pessoa, qualquer amor,
Entenderia o poeta que grita na poesia,
Pede socorro, esbraveja, reclama!

Por favor,
Acredite nesse amor mais que confesso,
No homem que ainda caído no fundo do poço,
O poeta teima em deixar expresso,
Com a voz curta, pequena, de uma força tamanha,
A maior das verdades, quando diz que te ama!




paulo cesar coelho
Enviado por paulo cesar coelho em 06/10/2006
Reeditado em 24/10/2006
Código do texto: T258057

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Sobre o autor
paulo cesar coelho
Niterói - Rio de Janeiro - Brasil
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