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No Final do Labirinto

Quando olho no espelho
És tu que vejo,
não sou eu há muito tempo.
Ando rondando à margem da razão
com um candelabro de estrelas
e sete cães que me acompanham
uivando em redondilhas.

Não tenho mais reflexo,
perdi a sombra do que fui
quando entrei no labirinto
circulando pelo tempo
sobre um relógio de sol
a fingir que não percebo
que vestiste minha pele.

Quando os tigres da insônia
me emboscam no poema
és tu quem joga a rede
e enjaula o que me fere,
és tu quem forja a espada
na bigorna do alfabeto
dando a têmpera do tempo
à textura da palavra.

Eu sei, eu sei,antes que chegues,
que chegaste antes de vir.
Qual a rosa se revela
no aroma que anuncia,
qual a música que pulsa
quando ainda é silêncio:
eu percebo, nos meus passos,
as pegadas dos teus pés.

Tu me olhas no espelho
no final do labirinto.




Vaine Darde
Enviado por Vaine Darde em 17/10/2006
Código do texto: T266248

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Sobre o autor
Vaine Darde
Capão da Canoa - Rio Grande do Sul - Brasil
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