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UM AMOR VIRTUAL

     
O pranto, em meus olhos, não desminto,
Pois este amor não real é o meu tormento,
E como o outro é envolvente sentimento,
Que me faz ébria perdida num labirinto.

Sou poetisa que maneja a pena virtual,
Como manejavam os antigos vates a lira.
Escrevo rimas, falo de amor no espaço sideral,
Com palavras ardentes, brasas de sagrada pira.

Se acesso e ele não está, meu respirar não sinto,
Acelera forte o coração e o mundo é finito.
O ciúme explode e só restam escombros
Que, como Sísifo, carrego nos ombros.

Que ninguém diga que é batalha inútil,
Que amor eletrônico é coisa de gente fútil,
Porque, muitas vezes, no mundo da virtualidade
Ele é mais sincero e pode trazer felicidade.

Não venham os entendidos, os adivinhos e doutores,
Dizendo que é utopia na escala dos amores,
Que um sentimento, gerado dessa forma, é anormal,
E que só um louco vive um amor virtual.

É neste fenomenal humano invento,
Que à noite eu o tenho em meus braços,
E a ele, confesso meus sucessos e fracassos,
Como preces no altar dum convento.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 21/06/2005
Código do texto: T26645

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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão