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SERENATA

Durante a madrugada,
violões escorrem
e, em meu silêncio,
apuro os ouvidos.

Serenos, os homens cantam
velhos motivos do passado,
serestas eternas,
vozes duras como o ferro

que, de repente, ganham
a leveza de uma asa.

Não consigo dormir
entretido com os sons,
cujas lâminas cortam
a parede de meu quarto.

Fecho os olhos
e os sons fincam
suas marcas em meu corpo
e canto com eles

as canções de outros dias,
sem saber se sonho ou não.

Sons coloridos,
sons em tom sépia:
vejo os dias que perdi
esperando um amor.

O amor está a meu lado
e dorme, sonha, descansa.
Não durmo, imerso nos versos
despejados pelos violões

que esperam a chegada
do trem férreo da manhã.

Francisco C
Enviado por Francisco C em 17/10/2006
Código do texto: T266533

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Sobre o autor
Francisco C
Porto Velho - Rondônia - Brasil, 48 anos
363 textos (25669 leituras)
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Francisco C