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Sem você ...

Sem você ...

Mais um dia se despede de um tempo que não volta mais , espuma derramada na areia , nuvem desfeita no céu.
Hoje temos a eternidade menos todos os dias que não vivemos juntos , condenados a sobrevivermos com parte de nossa essência.
Dias difíceis , repletos de momentos de saudades e de incertezas , excesso de hiatos , dias em que tivemos que nos amar separadamente , com a fé na reciprocidade , sendo testados a cada momento por palavras e atitudes alheias ao nosso mundo , para nós real , para o dito real ,"terra da fantasia".
Como explicar o amor que não nasce dos olhos para um mundo que se limita ao restritíssimo campo da visão ?
É difícil ver o renascimento na chuva e não a destruição , é complicado falar em dividir num mundo onde a lei é somar.
O ato de não se envolver é uma mera defesa de quem não quer sofrer , mas quem vive , sofre , chora , mas ri e se enche de felicidade , o não envolvimento só é pertinente a não-vivência , e creia , amor , eu aguentaria zil torturas por uma noite de amor com você ...
Depois dessa noite não existiriam mais espaços vazios , eles seriam preenchidos no mínimo pela saudade e pela lembrança da plena execução da arte de amar.
Se eu não te conhecesse , morreria na total ignorância do supremo significado da palavra "amor" , tão conformado com isso quanto alguém que nunca viu o mar , mas passa sua vida a buscá-lo , nem que seja para morrer de sede na areia.
Mar , o mesmo mar para onde fluem nossas lágrimas de saudades ou mesmo as de felicidade por uma simples e complexíssima emissão de nossas vozes entre sons e emoções.
A lua , tão nua quanto você ,que em meus sonhos se aconchega em meus braços e me permite vislumbrar seus perfeitos traços surge para vigiar mais uma noite sem você , espero que na sua próxima forma ele vele uma noite de desejos saciados, de emoções satisfeitas ...
Ela , isolada neste céu que nos protege e limita reflete o brilho ímpar dos meus olhos a sonhar com você e a vislumbrar a total realização da minha quimera ...
Esta chegando a hora , o vento sussura seu nome aos quatro cantos do universo , numa espécie de mantra , sinto cheiro de amor , mesclado ao de desejo , você está chegando ...
O mar que luta incessantemente contra as rochas grita que se infinito é o que não enxergamos , assim o é , porque impossível é o que não lutamos ...
Sou seu cavalheiro milady , vamos nos resgatar reciprocamente da solidão , pois mesmo numa multidão , qualquer que seja esta , estou sozinho sem você ....

Leonardo Andrade
Leonardo Andrade
Enviado por Leonardo Andrade em 17/10/2006
Código do texto: T266995

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Sobre o autor
Leonardo Andrade
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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