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Como aceitei você

Eu sozinho, sem ninguém.
No meu caminho ele vem.
Tento fugir. Já me pegou.
Me fez cair, me arrebatou.

Eu me traio, então desmaio,
em devaneio, ao todo alheio.
Onde eu choro é onde eu moro,
pois me tomou e me abrigou.

Minha sede, teu suor.
Nós na rede, sem decor.
Nosso caso não tem prazo.
Mais que tudo. Ele é maior.

Um amor talhe é escultura.
Nós na calle foi loucura!
Abraço forte, nem a morte.
Enfim sós, apenas nós.

Amarrados num só laço.
Se é errado, o que eu faço?
Eu me entrego, ou me nego?
Nessa contenda me desfaço.

Um passo à frente - um pé atrás.
O medo rente não me apráz,
pois, ao viver em sedução
eu vou perder toda a razão.

O teu encanto não traduz.
Se me levanto, me conduz.
Ele ilumina, é minha sina.
Em sua mão, meu coração.

Sigo adiante, te amando...
È meu amante, estou sonhando!
É sim ou não. E a decisão:
Então assumo e perco o rumo.
André Delmiro
Enviado por André Delmiro em 20/10/2006
Reeditado em 21/12/2008
Código do texto: T269517

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Sobre o autor
André Delmiro
Cachoeiro de Itapemirim - Espírito Santo - Brasil, 33 anos
71 textos (1903 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 22:41)
André Delmiro