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Poema 0853 - Missa das almas



 

 

As almas me convidam para missa do amor,

trouxeram o sol e seu ouro,

a lua coberta de prata,

um instante de razão,

água para abençoar meu corpo,

algumas amostras de sonhos,

um espelho para refletir o amanhã

e um céu imperfeito para que eu cuide.





 

As vozes flutuam baixo aos meus ouvidos,

acendem as velas com chamas grandes,

os olhos voltam aos céus,

as orações caminham de boca em boca,

meditam, bendigam alguma graça,

a fé faz dobrar meus joelhos,

vem à mente a lembrança do amor,

o abandono, as dores que causei.



 

 

O clima é tenso, fechado, sombrio,

fico inseguro por algum tempo,

sinto-me pequeno ante ao altar,

vejo minha vida passar diante dos olhos,

tento lembrar alguma oração, nada,

meus pensamentos voam até o ontem,

algum deus está presente, eu sinto,

não quero ser eterno, não com meus pecados.





 

Ouço vozes que vem de dentro do meu corpo

a música convida a dançar, é o som da paz,

uma hóstia branca voa até minha boca,

mãos unem-se ao meu redor formando uma corrente,

do coro gritam a consagração, sobe o teto,

abrem-se as nuvens, uma luz invade o templo,

uma forte sensação de perdão me toma,

a benção caminha coração adentro e transpiro amor.

 

 

 

20/10/2006

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 21/10/2006
Código do texto: T269566
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas