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Poema 0854 - Poetas


 

 

O poeta tem seu próprio mundo,

imperfeito como outros,

simples como tantos,

amante como tão poucos.

 

 

O poeta ama ou detesta, o amor ou a solidão,

saboreia o beijo enquanto fala da boca,

diz do corpo amante, enquanto não faz amor,

para falar de prazer escreve o nome da amada.

 

 

O poeta agasalha-se em uma folha de papel,

protege-se com um lápis apontado,

escreve histórias de traz pra frente,

e ninguém, nenhum amor morre no final.

 

 

Poetas existem como a vida, como amor na poesia,

eles não vão das mentes, dos olhos, dos brilhos,

onde têm amantes, tem amor, lá está ele,

o poeta das mentiras, dos desejos, dos abraços.

 

 

Poetas não morrem, apenas param de escrever,

arquivam sua sorte, guardam sua solidão,

deita no seu último poema e descansa,

até um outro dia, até outra poesia lhe chamar.

 

 

23/10/2006

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 23/10/2006
Reeditado em 23/10/2006
Código do texto: T271621
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas