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não se vá

não se vá
não fuja de mim
não fuja de si
deixe pra fazer isso
quando tiver plena certeza
de que é isso mesmo que quer
(você, sempre a minha mulher)
e talvez, ainda que fosse assim,
nem precisasse se ir
pra que eu pudesse concluir
que não mais teria você
a sua presença diria
eu o compreenderia
pois perto às vezes se torna... longe
 
estou tentando escrever
o mais corretamente possível
o que me é sempre difícil
mas a calma me acompanha
(o seu sorriso me assanha)
pois com calma também se ama
talvez seja até muito mais
pois sobre a essência do sentimento
sobre os fervores de alguns momentos
longe do ódio, da ira, do verbo
do momentâneo calor da alegria
da desesperada tristeza
fica somente a sutileza
do pleno bater do nosso coração
na calma total da imensidão
de um oceano todinho de amor
de um mar que é de brigadeiro
 
anda, resolve agora, ligeiro
que nunca vai mesmo partir
que nunca vai me pedir
que eu deixe isso tudo pra lá...
não posso acreditar
que seja isso o que quer


Rio, 18/10/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 24/10/2006
Código do texto: T271975

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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