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Estará a paixão ainda guardada nas palmas das mãos
que um dia tocaram as minhas?
Será meu destino o que vi nos olhos que beijaram os meus?
 
 
Não há tempo quando o amor se manifesta,
não há duvidas, dores ou lamentos,
há certeza no encontro dos olhares
que se entregam abertos às vontades das almas.
 
 
Havia paixão nos olhos que me viam,
saudade na alma que a minha buscou,
as mãos quentes ainda esperavam pelas minhas
e o toque ainda trazia a sensação que meu corpo gravou.
 
 
E mais um sonho descrito nos versos que encerra o poeta,
uma porta fechada, sombras vistas pela fresta,
certeza incerta do destino que terá ao cruzar o caminho
no sentido passado que chega apressado em meio a grande festa.
 
 
Em meus sonhos ainda vive o desejo do beijo que não vi passar,
na pele ainda trago gravado o toque que me levou ao céu,
minha boca ainda clama pelo nome que proclamou amor.
 
 
Olho então para a sombra do que fui e que hoje me restou,
procuro pela luz que deixei nos passos que um dia caminhei
e percebo o futuro às margens do rio onde a vida entreguei.
 
 
Deito-me outra vez nas ramagens do amor que ainda existe em mim,
fecho as portas do mundo esperando sentir o toque que me trará a vida,
o gosto, o cheiro, o som, o sangue mostrando-me que ainda está aqui
e o futuro resgatado das sombras de um passado sempre presente,
na realidade dessa poesia chamada de vida e que nunca terá fim.
 
05/09/2006
Aisha
Enviado por Aisha em 25/10/2006
Código do texto: T273333
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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