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Cachos de orvalho

Não me relegues ao duro abandono, jamais!
que esta fagulha ensolarada é grande demais
para a imensa ânsia louca que a tua se somou,
e felicidade me fez quando o amor comungou!

Todo meu ser perfumou e à essência imantou,
a ponto de sermos a sombra única de  dois sóis
mágicos,distantes, fincados por eternos anzóis,
que por nada s’apagaram outrora, nem depois!

Oh amor imortal bendito, que males transfigura
e faz odorantes mirras cairem do céu à memória
e meigos corações perdidos entre raízes, separa
para dar-lhes  sóis multiplicados por melodia!

Perder não quero teus beijos,cachos de orvalho,
reluzentes as como pedras na água energizada,
ocre melado de terra, debulhando-me tal milho,
e dourando cada pedaço d’ infinda caminhada!

25/10/2006
Inês Marucci
Enviado por Inês Marucci em 25/10/2006
Código do texto: T273367
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Sobre a autora
Inês Marucci
Santos - São Paulo - Brasil, 54 anos
584 textos (23406 leituras)
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Inês Marucci