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GIRASSOL

De vez em quando eu me volto, quando passa o Sol!
De vez em quando ele aparece, e aquece a minha vida!
De vez em quando eu o avisto, embora escondida;
e mesmo em noites - eu e a chuva! - o seu lindo arrebol!...

De vez em quando tu me surges sem mandar aviso...
De vez em quando te acompanho qual sombra invisível...
De vez em quando a tua luz me faz queimar, sensível,
e desejar que tu me queiras, sim - de improviso!...

De vez em quando a tua visão me faz chorar de amor...
De vez em quando o coração pulsa com o teu, soldado!
De vez em quando me arrebatas num sonho alado...
De vez em quando a ilusão de que é um amor sem dor!

De vez em quando temo a morte e a separação.
De vez em quando penso: então, qual será o meu destino?
De vez em quando o medo de que assim, de inopino,
o Sol inteiramente suma da minha visão.

De vez em quando eu me extasio quando surge o Sol!
De vez em quando me deslumbra o teu bronze dourado!
De vez em quando o Sol me olha, de um jeito calado:
e sem me ver - me hipnotiza! - qual frio farol...



Com amor, 
(em intenção de São Judas Tadeu)





DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS. PROIBIDA A REPRODUÇÃO, CÓPIA OU PUBLICAÇÃO SEM A AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DA AUTORA.



Christina Nunes
Enviado por Christina Nunes em 27/10/2006
Reeditado em 28/10/2006
Código do texto: T274825
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Christina Nunes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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