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DOR...

Dor não é o mal que nos atormenta
que nos conduz à triste sorte
não é o veículo que conduz à morte
tão pouco o suspiro ou gemido do moribundo
que aflito grita por socorro
do pai
da mãe
do médico
de Deus

Dor não é a miséria dos desgraçados
dos mal-aventurados que andam
à procura de luz para os seus turvos caminhos
que qual uma criança
a dar seus primeiros passos
sente-se medrosa tímida insegura
diante de um mundo todo desconhecido

Dor não é a falta de amigo mais íntimo
que nos consola nas horas de tristezas mil
trazendo-nos de volta a alegria de um infantil
sim
nada disso é sinônimo de dor
porque se assim o fosse
ah! se assim o fosse
todos por certo já estariam
tomando a sorte
dos que estão nas tumbas
esperando o dia do juízo final
esquecidos... eliminados!

Dor quem pois tu és?
És a última condenação
para os mortais?
- sim eu sou!
- eeu sou a última condenação
para os que estão
à procura do viver
dos que amam e não são  amados
dos que sentem o vazio (...)
dos que reclamam a presença
do eterno bem-querer

Dor quem és tu ainda?
- eu?
- eu sou a filha da ilusão
irmã do eterno sofrer
eu sou a suência
do objeto amado
o vazio do coração
alguém que é procurado
sem nunca ser achado
eu sou a pétala molhada
do orvalho do amor
que as criaturas perfumam

Dor é o tempo
que nos faz esperar
esperar tanto
para ter tão poucco
Dor é a lembrança do passado
a presença do presente
e a ânsia do futuro

Dor é aquilo que nos faz suspirar
e sentir bem de perto
dentro do coração
a saudade
de quem tanto queremos
por quem tantos sofremos
de quem tanto procuramos
de quem tanto...
de quem tanto amamos
Sérgio dos Santos
Enviado por Sérgio dos Santos em 27/10/2006
Código do texto: T275355
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Sobre o autor
Sérgio dos Santos
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 67 anos
40 textos (2025 leituras)
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