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"Um Amor Reinventado"

Oh! banalizaram o Amor.
Não há mais canto ou pudôr
nem mais rosas ou serenatas...
corroam seus corações na dôr.

Agora é puro sofrimento em cascatas
dura queda de lágrima muda ou sonora
desce aos olhos esta água suja de frio
o que de azul e límpido caminho foi outrora.

Sábia esperança esta, a sedenta que relata
a fome de saber se existe ainda mínima graça
um linho desfeito agora sangue em pó nesta taça
jogada ao curso deste sob a indecisão ingrata.

Vontade: Seguir rumo ao sol e ser como rio:
fluindo desejos, nesta solidão sem estadia
faça vento, chuva, lua, marolas ou faça frio
continuar destemida inda que sem moradia.

Quero agora pensar em ressonância como a fonte
a mais profunda, que submersa na caverna tão linda
fulgura resplandecente escondida do horizonte
para depois emergir magnífica e se mostrar infinda.

A indiferença é mordaz  e tão altiva
espiando por um olhar a muda palavra:
nada volúvel me apraz ou me cativa
se zerados os gestos, vozes e a lavra.

Enquanto puder eu gritarei aqui: Amor!
não deixarei que todos esqueçamos de ti
incansável eu lutarei loucamente pela flôr
que pode até chorar mas ao espêlho sorrí!
Debora F
Enviado por Debora F em 30/10/2006
Reeditado em 30/10/2006
Código do texto: T277625

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Sobre a autora
Debora F
Arco-Íris - São Paulo - Brasil
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Debora F