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DEMORIDÃO

Já contei tantas estrelas que só me falta contar
quantas gotas tão caindo desse orvalho ao luar /
já contei tantos vagalumes que nenhum me falta não /
tô contando quantas batidas por você meu coração...

Já medi tantas alturas que nenhuma me falta mais /
todos os barcos do oceano e seus solitários cais /
já escrevi em toda a areia os poemas de paixão /
tô rabiscando teu nome nas cavernas da solidão...

Um dia  me pensei inteiro /
inteiro até na boca do balde /
bastou ver teu rosto brejeiro
pra me sentir cheio até a metade...

Depois desse acontecimento
que se perderam nos dias /
eu tenho um rosto por dentro
e um outro que só te via...

Já escalei tantas montanhas que só uma me chama /
me levantar como um córrego e escorregar pra tua cama /
já enfrentei tantas batalhas que mais uma é só alfaia /
que levarei de troféu pra engastar na tua saia...

Já rompi tratados tantos que nem te posso contar /
só não quebro o juramento que fiz de sempre te amar /
já deixei de ter herança por não querer o sem valor
que vale nada perto do tanto que me vale o seu amor.











 
Preto Moreno
Enviado por Preto Moreno em 31/10/2006
Código do texto: T278724

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Sobre o autor
Preto Moreno
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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