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O poema escorre meigo

Dos dedos que se enleiam

Demora-se atando beijos 


Elevo os braços em volta

Do nosso ser singular,

Que se descobre plural



E, duplo, o ser se entrelaça

Numa bem-aventurança:

Aura em íntimo fulgor!





Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 01/11/2006
Reeditado em 01/11/2006
Código do texto: T279414
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
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