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Tateando o desespero


 
 
Em algum lugar de meu passado jaz o que não pude ser,
esperas, sonhos, incertas opções distanciando as certezas,
o medo vestido da coragem que pensei ter,
lançava-me ao futuro que chegava em cantos de tristezas.
 
 
Segui tateando as sombras de mim mesma,
sorri meus sonhos, declamando o que pensei ser o amor,
entreguei minh'alma aos abismos que pelo caminho encontrei,
esperando voar rumo a sorte de um corpo sem cor.
 
 
Teci meu destino pelas runas jogadas que marcavam meu fim,
desacreditei da fé que dizia do bem o que não podia alcançar,
caminhei pelas ruas desertas de um corpo só
e me declarei lei pelos átrios da vida que tão bem pude agarrar.
 
 
Derramei meus sonhos na forma líquida que salgava o mar,
aportei ilhas procurando pelo aconchego que me fizesse ficar,
fui a voz da tempestade e a suavidade da brisa que tocava o ar,
o corpo, solo nos acordes dos dias que insistiam em despertar.
 
 
Hoje enxergo minha vida no presente de um futuro,
que pendurado na soleira do mundo,  desejei alcançar,
pairam meus olhos na insanidade do corpo que espera
pelos sonhos adormecidos que ainda hei de sonhar...
 
 
04/09/2006

Aisha
Enviado por Aisha em 01/11/2006
Código do texto: T279464
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Sobre a autora
Aisha
Jundiaí - São Paulo - Brasil, 50 anos
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