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SENDAS

lisieux

A tessitura do meu coração
é teia, emaranhado:
novelo,novela
                     nó
as rugas  do meu rosto são vielas
vilas,  (vi) lãs
são caminhos tortuosos
pó...

Os membros:
extremidades trêmulas,
flâmulas que acenam
adeuses, saudades...

Extrema-unção
             extrema mente fria
a minha mão caída ,inerte
ao longo do meu corpo
errado
          errante...

E seca de saliva,
ávida e lasciva,
a minha boca
morde a solidão...

imensidão vazia
olhar sereno,
                  sirene,
sinaliza,
          silva...

barco à deriva
sem o teu
              olhar...

BH - 14.06.05
lisieux
Enviado por lisieux em 26/06/2005
Código do texto: T27961
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Sobre a autora
lisieux
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
394 textos (14454 leituras)
3 e-livros (409 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 03:07)
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