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TERNURAS PENDENTES

À ti, onde quer que estejas se é que existes…
                  TERNURAS PENDENTES

Um coração
E casas abertos
Para quem as quiser habitar
A renda é à borla
Pois é o amor
Que o irá pagar

Lábios espetados no vazio
À espera
Que o preenchas
Pois a noite
Duma existência
É enorme
Mais do que tu e eu
Pensas…

Afago
De carinho infinito
Que sonho apenas em dar
Enquanto
Nas trevas
Em copos
Ou no nada
Te ando desalmadamente
A encontrar

Um novo livro por escrever
Que está em branco
E onde está apenas a palavra “eu”
À espera que acrescentes
“o meu coração é teu”
Sendo que o resto da narrativa
Ou poema
Será escrito
A quatro mãos
Num dueto de almas
Cujo culminar
Será
A imensidão
Porque só é vergonha
Reconhecer
O quanto somos carentes
Prova de vida
Bem real
Enquanto escrevo e sinto
Estas

Ternuras pendentes


Miguel Patrício Gomes
Enviado por Miguel Patrício Gomes em 03/11/2006
Código do texto: T281456

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Sobre o autor
Miguel Patrício Gomes
Portugal
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Miguel Patrício Gomes