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Flor Morta

FLOR MORTA
 
                          Guida Linhares
 
 
Se voltares...
Hás de me encontrar,
perdida em nossos anseios
de um passado há muito distante...
 
Quando lembro nossas horas,
de um eterno acarinhar,
tantos anos caminhando juntos...
 
Onde foi que nos perdemos,
em qual esquina nos desencontramos,
qual sinal não divisamos....
 
Às vezes me pego pensando,
nas tantas vezes em que te falei,
que o amor é uma planta num vaso...
 
Que se precisa adubar todos os dias,
com a água fresca da alegria,
com o sol da alma encantada....
 
Talvez estivesse tão cega,
que siquer pude perceber,
que a flor do amor havia murchado.
 
Pois que as ervas daninhas,
do tédio e conformismo do cotidiano,
arruinaram a frágil plantinha.
 
Agora me resta o vaso quebrado,
que na raiva atirei bem longe,
no desatino do coração alquebrado.
 
Se um dia tu voltares...
dê um jeito nas flores da varanda,
mas não chores a minha ausência..
 
Estarei muito longe pelos ares,
sentirás o meu perfume de lavanda,
pelos demais anos da tua existência.
 
Santos, SP
02/11/06
 
Guida Linhares
Enviado por Guida Linhares em 03/11/2006
Código do texto: T281571
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
Guida Linhares
Santos - São Paulo - Brasil, 70 anos
1939 textos (158331 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 18:17)
Guida Linhares

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