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GRÁVIDA DE AMOR

Do modo como se aproxima, me desnuda e revela
Alumia, desvela, reconhece minha dor
Dor de parto, partidas. Descaminhos, descompassos,
Viagens sem horizontes, portos inseguros.

Torna-me frágil, quando me faz fortaleza.
Assusta, apavora, alucina, vira do avesso
Planejo fugas, desvio rotas, dou distância, avalio
Bloqueio, resisto, invento senhas, desfraldo bandeiras,
Evoco enredos, projetos antigos, desalentos.

Desvelo, acalanto, transporte à terra do sonhar,
noites do saber
Iniciação, maestria, mestria,
ensina o que é amar
Torna palpável o sonho, o irreal
Decodifica, decifra enigmas, elucida, descortina

Então, não ocultei meu altar do mundo?!
Quer parir comigo meu sagrado?!
Dar a luz ao amor em estado bruto?!

Águas represadas, mergulhos,
Vinda à tona em espiral,
Reporto-me à doçura, viajo no vento,
Sedenta ao que desconheço
Grávida de amor, não me sinto mais só.

Junho/2001
Sonia Benato
Enviado por Sonia Benato em 04/11/2006
Código do texto: T282143

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Sobre a autora
Sonia Benato
São Paulo - São Paulo - Brasil
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Sonia Benato