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dia primeiro

e o novembro chegou...
nada além de trinta dias?
já estou certo que sim...
mas depois de tanto não!
depois de tanta exclamação
pra quê se interrogar tanto mais?
deixa isso tudo, rapaz
deixa as folhas caírem
deixe-as logo partirem
com o outono que finda
o que vale agora é o verão
vocês que vão viver
são vocês que verão
que a minha imaginação
iria e vai colorir
os campos que ela ia pisar
de mãos dadas comigo
com o seu sorriso invulgar
colorindo a minha presença
sua alma se fundindo com a minha
como posso imaginar
que houvesse mais coerência?
só mesmo nesse mês que já não vinha
muito antes que eu pudesse ter noção
de que era tudo aquilo que queria
e que nutria dentro do meu coração
de um forma quase desesperadora
como a água que desce na cachoeira
como o choro de uma forma derradeira
como os dias que depressa passarão
nesse lindo mês que hoje se inicia
nesse meu novembro
que é só pra lembrar
que eu sonhava sem saber que existia
uma forma poderosa de amar
que no meio disso tudo a alegria
é também uma maneira de chorar


Rio, 01/11/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 06/11/2006
Código do texto: T283311

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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