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Homem-porto

Nenhuma realmente me amou
Todas acharam que me acharam o ego,
Nenhum encanto encontraram
E eu lhes perscrutando cego
Talvez lhes impedisse a busca
Sondando-lhes a alma, perseguindo-lhes a veia.
O tempo, ainda mais egoísta,
Não nos deu uma chance, nos levou consigo, nos teceu uma teia.

E a cada retorno,
Falta-me uma parte
À parte algum consolo
Falta-me um tijolo

Penso se houve uma vez
Alguma contra-partida
Menos abstrata
Alguma coisa viva

Mas só como uma ilha,
Aporto aventuras
Migalhas, amostras de suas culturas.

Insistindo sempre, sempre reinicio.
Sempre a esperar,
Sempre por um fio.
Edbar
Enviado por Edbar em 07/11/2006
Código do texto: T284206
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Edbar
Recife - Pernambuco - Brasil, 65 anos
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