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Ciúme, o bicho louco


A gente pensa que sabe tudo
Que domina a situação
Mas logo entrega os pontos
Quando se trata de sentimentos
E aí adeus à toda teoria
Ao curso de meditação
Às lições da mente desperta de Gurdjieff
Na hora de lidar com o coração
Tudo virá aflito
Todo o rito vai por água abaixo
Perde o ritmo
O riso
Tudo vai mesmo no impulso
No tropeço

Geralmente se erra
Faz-se tudo ao contrário do que pensa
Se era de paz vira Bush
Se é de perdão remói velhos atritos
Se não gosta de perder o prumo
Fica aos gritos
Se mexe-se na calma
Logo nada no desarvoro
Não engole desaforo e palavreia como o louco
Desastre
Por isso o melhor seja seguir o toque do Gaiarça
E correr pelo quarteirão dando gritos como um leão,
Urrando como lobo
Pra ver se passa
Para ver se acalma o bicho tosco que assalta por dentro
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 07/11/2006
Código do texto: T284455

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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