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Poema 0875 - Véspera




 

Não sei que horas são, que dia, quem sou hoje,

olho e nem a estrada existe mais, nada além de nada,

uma ladra levou meus sonhos, meu deus se foi da crença,

o dia da saudade, à noite da paixão, eu do amor.

 

 

Volto meus desejos ao ontem ou até antes demais,

nasci de um corpo forte, de um forte coração,

mas, não existem mais, apenas o sim e o hoje,

foi quando meus pés ficaram presos a terra.

 

 

Não chegou ninguém, não bateram na porta,

não existe, assim como não tenho ambição,

meus olhos não vêem luz, apenas nuvens e escuras,

ninguém chegou, ninguém voltou e eu não sonhei.

 

 

Tenho um amanhã para seguir, um céu para tocar,

preciso de mãos fortes, mãos que me toquem,

de carinho, apenas um, de paixão forte, quente,

como o fogo deste inferno que corre dentro do corpo.

 

 

Depois, outro dia, outro ano, novamente morro,

nascerei um ser maior que ontem, menos solitário e livre,

as pessoas vão estar a minha espera na véspera do amanhã,

não quero juras, não quero mais que vida, só a minha, em paz.

 

 

08/11/2006
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 08/11/2006
Código do texto: T285776
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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