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Renatinha

Lágrimas vertem
No semblante inebriado
De tua face austera.
Nunca vira oceano jorrar
De fonte mais mansa.
Nunca ousara tocar-te a fronte
No horizonte esquecido
Do teu passado ora presente.
Soube sempre
A quente lava sulfurosa
Que derramas
A limpar a alma inquieta
De tua existência singular.
Cri na transparência
Dos olhos marcados
Ou na emergência vermelha
Das narinas em brasas
Ou na indecência de teus lábios
- lembra? -
Em carne viva.
Viva!
Tu conseguiste sair do ovo!
Sê, de novo, a estrela
E brilha como fogo
No instante em que despertares
Para a vida
Que ora renasce!
Nel de Moraes
Enviado por Nel de Moraes em 28/06/2005
Código do texto: T28731

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Sobre o autor
Nel de Moraes
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 56 anos
407 textos (351726 leituras)
2 e-livros (297 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 03:59)
Nel de Moraes