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Altas horas

Altas horas, não se vê a lua quieta,
Só as luzes da cidade acesas.
Nas ruas não há ninguém...
E o medo em seu peito aperta

Vai, vai, vai que você, poeta,
Não precisa temer a morte.

Fecha-se a última passagem.
O resto é vento e espectro.

Um poeta, à noite na rua deserta,
Não precisa temer o abandono.

Vai... inutilizar o seu caminhar
À noite, além disso, hetaira.

Um poeta, de graça no ambiente,
Nem de vida precisa.

Caminha... - enquanto Deus
Permite que caminahada a noite seja.

Pois o poeta, indolente, caminha
Desobrigado - só. E de nada precisa.
R J Cardoso
Enviado por R J Cardoso em 17/11/2006
Reeditado em 17/11/2006
Código do texto: T293899
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
R J Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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R J Cardoso