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Poema 0887 - Galope


 

 

Foi quase ontem quando galopei seu corpo,

as luzes dos carros passavam na janela como se fosse sol,

enquanto mordia os lábios que beijei,

sentia eu animal, passiva, tentava ser natural.

 

 

 

Amo, ainda que ás vezes pareço adormecido,

amava, amei sim, abuso do seu doce gosto,

falo de tudo, até das flores,

foram as noites que passamos fazendo amor.

 

 

 

Era quase final, nem era noite, espalhei-me sobre você,

o quarto estava escuro e logo galopava,

os corpos pulavam sem parar os pensamentos,

os sorrisos provocavam a saudade que estávamos a matar.

 

 

 

Fomos normais, famintos devoradores do outro,

alimentamos o prazer, comemos da carne,

livre, devorei o sexo com gula de animal,

ao sinal do gozo, ejaculei minha paixão... por você.

 

 

 

17/11/2006

Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 17/11/2006
Código do texto: T293968
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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